... Oi, Mariana. Tudo bem? Conte-nos, inicialmente, como se deu a sua formação como instrumentista e cantora. O que veio primeiro e por quê?
Comecei estudando canto aos 15 anos e logo fui estudar bateria. Pouco tempo depois, comecei a me relacionar com instrumentos de percussão como congas e aos poucos me dirigi a outros instrumentos. Passei a estudar instrumentos típicos e, também, harmonia, piano; sempre segui estudando canto e atualmente estudo charango.
... O que mais te marcou em sua primeira passagem pela Bahia e o que podemos esperar de seu show nesta edição do mercado?
O que mais me marcou foi a gente. O calor do público e a receptividade à minha proposta. Minha apresentação na Bahia foi muito importante pois foi uma grande abertura e um intercâmbio muito interessante com outros músicos.
... Como foi o processo de produção e gravação de “Churita”, seu novo disco? Além de sua evolução natural enquanto instrumentista, vocalista e compositora, o que você considera a maior diferença entre o novo álbum e os outros três discos?
“Churita” tem como característica fundamental, e é a grande diferença para os outros três discos, o fato de todas as composições, letras e músicas, serem minhas. Eu vinha abordando um repertório de outros compositores, como intérprete, e agora é diferente. Todos têm uma mesma raiz, uma essência folclórica, mas vão, de acordo com os arranjos e instrumentação, percorrendo universos diferentes.
... Além de sua carreira solo, você possui uma vasta discografia através de participações em discos de outros artistas; como costumam acontecer estas participações, estes convites, e como você divide o seu tempo e energia entre tocar e gravar com outros músicos e o seu trabalho solo?
Adoro participar de projetos de outros artistas. Para mim é muito importante e muito enriquecedor. Creio que tem a ver com meu espírito inquieto ainda que, às vezes, represente muito trabalho e demande muita energia, sempre é um desafio. Me interessa muito desenvolver um espírito maleável na música e como todos os estilos me interessam, gosto de experimentar e ter que me adaptar a linguagens diferentes.
... A sua música é extremamente experimental, vanguardista; existe diferença entre a recepção que seu trabalho recebe na Argentina e outros países estrangeiros? Se sim, por quê?
Até agora minha música tem sido bem recebida em diferentes lugares e sim, às vezes na Argentina é mais difícil porque minha proposta é bastante própria na maneira na qual é exposta. Mas aqui também há um público ávido por novas formas e muito interessado em fazer uma conexão com propostas de fusão, já que são as que geram, de alguma maneira, evolução no gênero.
... Obrigado e até o Mercado! Deixe uma mensagem ao público baiano.
Amo a Bahia! Quero voltar sempre, estou feliz que assim seja. É um lugar muito especial para mim... Fico muito emocionada em reencontrar gente tão bonita! |